sexta-feira, 10 de abril de 2026

 O Que é Literatura?

O que é Arte?

Para entendermos Literatura precisamos entender o que é arte e sua importância.

Desde de que Deus criou Adão e Eva o ser humano "faz" arte.

Não vivemos sem arte, ela está incutida na nossa vida. Aristóteles dizia que "Arte é a imitação da realidade". Partindo disso podemos dizer que "a essência da arte é o artista recriar a realidade, transformando-se, assim em um criador de mundos, de sonhos de ilusões, de verdades".

O artista tem, nas suas mãos, o poder de moldar a realidade segundo suas convicções, seus ideais e sua visão de vida.

Uma pergunta que se faz: Por que o Homem faz arte?

Desde de Adão, até os dias de hoje o homem está diretamente associado o aparecimento das formas simbólicas, isto é, da religião, da língua e da arte.

A arte caminha com o ser humano, desde as primeiras pinturas rupestres pintadas nas cavernas, passando pela escultura, música, dança, arquitetura, literatura e outros tipos de arte, o temos entendido que fazemos arte por alguns motivos.

Vou citar alguns, há vários.

1 - Expressar: A arte permite articular sentimentos, desejos, vontades e medos que algumas vezes não temos palavras para expressar, por isso a arte serve como um espelho da alma.     

2 - Registro Histórico e Comunicação: É uma linguagem universal que registra a cultura, a crença e o contexto social de um período conectando gerações.

3 - Catarse e Cura: A criação artística, como explorado em abordagens de arteterapia, serve como um refúgio terapêutico, auxiliando na saúde mental e no bem-estar.

4 - Critica e Transformação Social: A arte tem o poder de provocar reflexões políticas, questionar padrões e transformar a realidade, clarificando relações sociais.

5 - Busca por Beleza e Significado: A necessidade de criar harmonia e estética, interpretando o mundo através de um olhar pessoal e subjetivo.

6 - Honrar Seus Deuses: A arte também é uma maneira de honrar ou louvar seus deuses, quando lembramos da música "Uma Canção do Culto Hurrian da Antiga Ugarit", passando pelas "Linhas de Nazca" e outras obras espalhadas pelo mundo, vemos que a arte é uma maneira de louvar e até se comunicar com os deuses.

Por isso entendemos que a arte é uma necessidade humana, não vivemos sem arte, ela nos representa, ela fala quando nos falta palavras, ela nos liberta quando presos.

Não há possibilidade de entendermos a literatura sem entendermos a arte, pois a literatura é uma arte, mas veremos esse assunto no próximo post.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Numerais:
Numeral é uma  palavra que atribui quantidade ou posição aos seres, então, por isso, está sempre ligada ao substantivo.

Exemplos:
- Tomei um refrigerante.
(um, atribuindo quantidade)
- Fui o primeiro a chegar na classe hoje.
(primeiro, atribuição de posição)


Os numerais classificam-se em:

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico.
Exemplo: um, dois, cem mil, etc.Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada.
Exemplo: primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres.

Exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada.

Exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

 


Obs.: Ambos também significa numeral.
Ex: Ambos, marido e esposa, chegaram cedo em casa.

Fase, oração e período

Frase:É todo o enunciado que consegue-se entender. A frase não necessita de um verbo para existir. Ex:
Nossa!
Bom dia!
Ai!

Oração: É todo o enunciado que se forma em torno de um verbo. A oração só existe com o verbo.
Ex:
 Ele foi à feira.
 Nós nos casamos no ano passado.
  Briguei com meu irmão.
O verbo é importante, pois é com ele se se descobre o sujeito e o predicado de cada oração.
Obs.: Dentro da frase existe oração ou orações.
Ex:  Maria não tirou boa nota porque não estudou.
Mas é impossível dentro da oração ter frase, por causa da necessidade de verbo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Concordancia Verbal e Concordancia Nominal.

Concordância Verbal E Nominal


É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua terminação para se adequarem harmonicamente na frase.
A concordância pode ser feita de três formas:
1 - Lógica ou gramatical – é a mais comum no português e consiste em adequar o determinante(acompanhante) à forma gramatical do determinado(acompanhado) a que se refere.
Ex.: A maioria dos professores faltou.
O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito (maioria)
Ex.: Escolheram a hora adequada.
O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o substantivo (hora).
2 - Atrativa – é a adequação do determinante :
a) a apenas um dos vários elementos determinados, escolhendo-se aquele que está mais próximo:
Escolheram a hora e o local adequado.
O adjetivo (adequado) está concordando com o substantivo mais próximo (local)
b) a uma parte do termo determinado que não constitui gramaticalmente seu núcleo:
A maioria dos professores faltaram.
O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (professores) que não é o núcleo do sujeito.
c) a outro termo da oração que não é o determinado:
Tudo são flores.
O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito (flores).
3 - Ideológica ou silepse- consiste em adequar o vocábulo determinante ao sentido do vocábulo determinado e não à forma como se apresenta:
O povo, extasiado com sua fala, aplaudiram.
O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra povo (plural) e não com sua forma (singular).

CONCORDÂNCIA VERBAL
• Regra geral
O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
O técnico escalou o time.
Os técnicos escalaram os times.
• Casos especiais
Sujeito composto
anteposto: verbo no plural.
posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
de pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante.
com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural.
ligado por NEM: verbo no plural e, às vezes, no singular.
ligado por OU: verbo no singular ou plural, dependendo do valor do OU.

Exemplos:

O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.
Chegou(aram) ontem o técnico e os jogadores.
Eu, você e os alunos iremos ao museu.
Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário.
O cientista assim como o médico pesquisa(m) a causa do mal.
O professor, com os alunos, resolveu o problema.
O maestro com a orquestra executaram a peça clássica.
Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Catifunda.
Valdir ou Leão será o goleiro titular.
João ou Maria resolveram o problema.
O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino.

• Sujeito constituído por:
a) um e outro, nem um nem outro: verbo no singular ou plural.
b) um ou outro: verbo no singular.
c) expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural.
d)coletivo geral: verbo no singular.
e) expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo.
f) pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural.
g) palavra QUE: verbo concorda com o antecedente.
h) palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular.
i) um dos que: verbo no singular ou plural.
j) palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
Exemplos:

Um e outro médico descobriu(ram) a cura do mal.
Nem um nem outro problema propostos foi(ram) resolvido(s).
A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação.
Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva.
Cerca de dez jogadores participaram da briga.
O povo escolherá seu governante em 15 de novembro.
Qual de nós será escolhido?
Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército.
Alguns de nós seremos eleitos.
Hoje sou eu que faço o discurso.
Amanhã serão eles quem resolverá o problema.
Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problemas.
Seu filho foi um dos que chegaram tarde.
A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano.
• Verbo acompanhado da palavra SE
a) SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente.
Viam-se ao longe as primeiras casas.
Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida.

b) SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular.
Necessitava-se naqueles dias de novas idéias.
Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos.
Morria-se de tédio durante o inverno.
• Verbos impessoais
Verbos que indicam fenômenos; verbo haver indicando existência ou tempo; verbo fazer, ir, indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
Durante o inverno, nevava muito.
Ainda havia muitos candidatos para a Universidade.
Ontem fez dez anos que ela se foi.
Vai para dez meses que tudo terminou.
• Verbo SER
a) indicando tempo, distância: concorda com o predicativo.
Hoje é dia 3 de outubro, pois ontem foram 2 e o amanhã serão 4.
Daqui até Jardinópolis são 316 quilômetros.

b) com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência, excesso: concorda com o predicativo.
Dez feijoadas era muito para ela.
Vinte milhões era muito por aquela casa.

c) com sujeito e predicativo do sujeito: concorda com o que prevalecer.
O homem sempre foi suas idéias.
Santo Antônio era as esperanças da solteirona.
O problema eram os móveis.
Hoje, tudo são alegrias eternas.
Mulheres discretas é coisa rara.
A Pátria não é ninguém; somos todos nós.
• Verbo DAR
Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito.
Deram duas horas no relógio do campanário.
Deu duas horas o relógio do alto da montanha.
• Verbo PARECER
Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois.
Os cientistas pareciam procurar grandes segredos.
Os cientistas parecia procurarem grandes segredos.
• Sujeito = nome próprio plural.
a)com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular.
O Amazonas deságua no Atlântico.
Minas Gerais exporta minérios.
b)com artigo plural: verbo no plural.
Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito.
"Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas.

CONCORDÂNCIA NOMINAL
Regra geral: o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero e número.
Ex.: Dois pequenos goles de vinho e um calçado certo deixam qualquer mulher irresistivelmente alta.
Concordâncias especiais:
Ocorrem quando algumas palavras variam sua classe gramatical, ora se comportando como um adjetivo (variável) ora como um advérbio (invariável).
Mais de um vocábulo determinado
1- Pode ser feita a concordância gramatical ou a atrativa.
Ex.: Comprei um sapato e um vestido pretos. (gramatical, o adjetivo concorda com os dois substantivos)
Comprei um sapato e um vestido preto. (atrativa, apesar do adjetivo se referir aos dois substantivos ele concordará apenas com o núcleo mais próximo)
Um só vocábulo determinado
1- Um substantivo acompanhado (determinado) por mais de um adjetivo: os adjetivos concordam com o substantivo
Ex.: Seus lábios eram doces e macios.
2- Bastante- bastantes
Quando adjetivo, será variável e quando advérbio, será invariável
Ex.: Há bastantes motivos para sua ausência. (bastantes será adjetivo de motivos)
Os alunos falam bastante. ( bastante será advérbio de intensidade referindo-se ao verbo)
3- Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio
São adjetivos que devem concordar com o substantivo a que se referem.
Ex.: A fotografia vai anexa ao curriculum.
Os documentos irão anexos ao relatório.
DICAS
Quando precedido da preposição em, fica invariável.
Ex.: A fotografia vai em anexo.
Envio-lhes, inclusas, as certidões./ Incluso segue o documento.
A professora disse: muito obrigada./ O professor disse: muito obrigado.
Ele mesmo fará o trabalho./ Ela mesma fará o trabalho.
DICAS
Mesmo pode ser advérbio quando significa realmente, de fato. Será portanto invariável.
Ex.: Maria viajará mesmo para os EUA.
Ele próprio fará o pedido ao diretor./ Ela própria fará o pedido ao diretor.
4- Muito, pouco, caro, barato, longe, meio, sério, alto
São palavras que variam seu comportamento funcionando ora como advérbios (sendo assim invariáveis) ora como adjetivos (variáveis).
Ex.: Os homens eram altos./ Os homens falavam alto.
Poucas pessoas acreditavam nele./ Eu ganho pouco pelo meu trabalho.
Os sapatos custam caro./ Os sapatos estão caros.
A água é barata./ A água custa barato.
Viajaram por longes terras./ Eles vivem longe.
Eles são homens sérios./ Eles falavam sério.
Muitos homens morreram na guerra./ João fala muito.
Ele não usa meias palavras./ Estou meio gorda.
5 - É bom, é necessário, é proibido
Só variam se o sujeito vier precedido de artigo ou outro determinante.
Ex.: É proibido entrada de estranhos./ É proibida a entrada de estranhos.
É necessário chegar cedo./ É necessária sua chegada.
6 - Menos, alerta, pseudo
São sempre invariáveis.
Ex.: Havia menos professores na reunião./Havia menos professoras na reunião.
O aluno ficou alerta./ Os alunos ficaram alerta.
Era um pseudomédico./ Era uma pseudomédica.
7 - Só, sós
Quando adjetivos, serão variáveis, quando advérbios serão invariáveis.
Ex.: A criança ficou só./ As crianças ficaram sós. (adjetivo)
Depois da briga, só restaram copos e garrafas quebrados. (advérbio)
DICAS
A locução adverbial a sós é invariável.
Ex.: Preciso falar a sós com ele.
8 - Concordância dos particípios
Os particípios concordarão com o substantivo a que se referem.
Ex.: Os livros foram comprados a prazo./ As mercadorias foram compradas a prazo.
DICAS
Se o particípio pertencer a um tempo composto será invariável.
Ex.: O juiz tinha iniciado o jogo de vôlei./ A juíza tinha iniciado o jogo de vôlei.



http://wellmorais.com.br/gramatica/concordancia.html

quinta-feira, 4 de março de 2010

Porquês

Por que (separado sem acento)

Usa-se para iniciar perguntas:
- Por que fizeste isso?
Podemos trocar o "por que" por "pelo qual motivo", sem alterar o sentido:
- Pelo qual motivo fizeste isso?
Por que = pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.
São muitos pelos quais passamos.
São muitos motivos por que passamos.
Frases interrogativas diretas e indiretas, motivo, razão e causa.

Porque (junto sem acento)

Utilizamos esse formato para responder perguntas, exemplo:
- Fiz isso porque era necessário.
È possivel trocar o "porque" por "pois", sem alterar o sentido:
- Fiz isso pois era necessário.
Porque = pois, explicação.
Faltou a aula pois estava doente.

Por quê (separado com acento)

Utiliza-se o "por quê" em final de frases:
- Sabemos que você não compareceu à reunião, por quê?
O que se torna tônico, justificado, pelo motivo da presença do acento gráfico.
Você fez isso por quê?

Porquê (junto com acento)

Essa forma é utilizada quando o "porquê" tem função de substantivo:
- Se ele fez isso, teve um porquê.
Gostaria de entender o porquê eu tenho que ir.
Sinônnimo de motivo, razão.
Não sei o porquê disso.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uso do X ou CH

Usa-se o x:

Depois de ditongos:
Ameixa, peixe, feixe, caixa, baixo, baixela, trouxa...
exceto: recauchutar.

Em palavras de origem indígenas e africanas:
Abacaxi, Xingu, xavantes, maxixe...

Palavras iniciadas com as sílabas "em" e "me":
Mexilhão, México, mexerico, enxada, enxame, enxarcar, enxurrada...

Obs: palavras com o prefixo en + o radical de palavras que tenham ch:
encher - prefixo en + radical de cheio; enchiqueirar - prefixo en + radical chiqueiro.
ex: encharcar.

Algumas palavras com ch:
bucha, chuchu, fachada, ficha, flecha...

domingo, 16 de agosto de 2009

Acentuaçã Gráfica 1

Antes de irmos diretamente à acentuação gráfica, precisamos compreender o que é vogal e encontro vocálicos e sílaba.

Vogais.
Vogais: São fonemas produzidos pela corrente de ar que sai livremente pela boca, sem encontrar nenhum obstáculo.
A; E; I; O; U.
As vogais dividem- se em:
Orais – quando a corrente de ar sai apenas pela boca: já, fé, vê, si, dó, dor, uva.
Nasais – quando o ar sai pela boca e pelo nariz: mãe, venda, lindo, pomba, nunca.
As vogais também podem ser:
Abertas – quando são pronunciadas com grande abertura da boca
É o caso das vogais destacadas netas palavras: pá, café, cipó.
Fechadas- quando são pronunciadas com uma abertura mínima da boca.
São exemplos as vogais destacadas nas palavras: lama, dedo, boca, canto vento, mundo.
Quando temos os fonemas /i/ e /u//, junto com uma vogal e formam com ela uma só sílaba, temos uma semivogal.
Por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa – pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quando o fonema vocálico /a/; neste caso, o /i/ é semivogal.
O mesmo ocorre com a palavra ouro, em que o fonema vocálico /u/ é semivogal, apoiando-se no fonema /o/.
Sílaba.
Silaba: É o nome dado a um fonema ou grupo de fonemas pronunciados em uma só emissão de voz.
Observe:
Fé (uma sílaba);
café - ca-fé (duas sílabas)
escola - es-co-la (três sílabas)
livraria - li-vra-ri-a (quatro sílabas)
Conforme o número de sílabas que possui, a palavra é classificada em:
a) Monossílaba: quando tem uma só sílaba. Ex: pó, cor, lã, chão.sol.
b) Dissílaba: quando têm duas sílabas. Ex.: cama, ponte, dedo, livro, bola.
c) Trissílaba: quando têm três sílabas. Ex: árvore, amigo, foguete, comida.
d) Polissílabo: quando têm quatro ou mais sílabas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Primeiro para entender acentuação gráfica, devemos entender o que toda silaba tem uma silaba que se pronuncia com mais intensidade, esta sílaba recebe o nome de silaba tônica e outras mais fracas são chamadas átonas.
Már mo re Ca

Silaba silaba silaba Silaba silaba
Tonica átona átona átona tonica

As silabas átonas não se acentuam

Exemplos: o, a, os, as, um, uns, me, se, te, lhe, lhes, e, que, tem, sem, por, mas, nem.

As silabas tônicas são acentuadas seguindo-se algumas regras:
Oxitonas: são palavras que a silaba tonica é a ultima, suas regras para acentuação:
1º- Acentuam-se com acento agudo:
As palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas/tônicas abertas grafas a, e ou o, seguidas ou não de -s: está, estás, olá; até, olé, pontapé(s), avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s).
Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.
O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.
b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), á-la(s) (de ar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s) iam (de habitar-la(s)- iam), trá-la(s)-á (de trar-la(s)-á);
c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também;
d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.
2º- Acentuam-se com acento circunflexo:
a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);
b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).
3º- Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.
Paroxítonas: são aquelas que têm suas silaba tônica na penúltima sílaba.
1º- As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano.
2º- Recebem, no entanto, acento agudo:
a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis) réptil (pl. répteis); cármen (pl. cármenes ou cármens); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. caráteres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ajax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices), índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).
Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.
b) As palavras paroxítonas que apresentam na sílaba tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), iris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).
Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.
3º Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.
4º- É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.
5º- Recebem acento circunflexo:
a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone, (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).
b) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: benção(s), côvão(s), Estêvão, zángão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.
c) As formas verbais têm e vêm, 3 a-s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respectivamente / t ã j ã j /, / v ã j ã j / ou / t j /, / v j / ou ainda / t j j /, / v j j /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3a -s pessoas do singular do presente do indicativo ou 2 a-s pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. inter- vém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).
Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem etc.
6º-) Assinalam-se com acento circunflexo:
a) Obrigatoriamente, pôde (3ª- pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).
b) Facultativamente, dêmos (1ª- pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo: 3ª- pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª- pessoa do singular do imperativo do verbo formar).
7º-Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.
8º- Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar etc.
9º- Prescinde-se, do acento agudo e do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.
10º- Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc.
Proparoxitonas: Todas são acentuadas
Exemplos: Última, pródigo, médico etc.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Verbo Intransitivo

É intransitivo o verbo que não pede objeto. A ação que ele exprime, não passa necessariamente a outro elemento. Exemplo: A criança caiu.
O verbo intransitivo poderá vir acompanhado de adjuntos adverbiais, mas continua sendo intransitivo. Exemplos: A criança dorme bem. (bem: adjunto adverbial de modo)
A criança dorme em sua caminha. (em sua caminha: adjunto adverbial de lugar)

Verbo intransitivo

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.
- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal. As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.
- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal. As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.
- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.
- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.
- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.
- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).
- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.
- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que,
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.
- proporcionais: expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar.
Algumas orações subordinadas adverbiais podem apresentar-se na forma reduzida, com o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. São:
- causais: Impedido de entrar, ficou irado.
- concessivas: Ministrou duas aulas, mesmo estando doente.
- condicionais: Não faça o exercício sem reler a proposta.
- consecutivas: Não podia olhar a foto sem chorar.
- finais: Vestiu-se de preto para chamar a minha atenção.
- temporais: Terminando a leitura, passe-me o texto.
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